Análise da Acessibilidade do site da DGAEP

Outubro 28, 2007 at 4:46 pm (Reviews)


O World Wide Web Consortium (W3C) é um consórcio de empresas de tecnologia, em que se inserem as mais importantes organizações desta área. Fundado por Tim Berners-Lee em 1994 com o objectivo de levar a Web ao seu potencial máximo, o W3C aposta no desenvolvimento de protocolos comuns e fóruns abertos que promovem a sua evolução e asseguram a sua interoperabilidade. Desenvolve tecnologias denominadas padrões da Web para a criação e a interpretação dos conteúdos para esta plataforma. Sites desenvolvidos segundo esses padrões podem ser visitados e visualizados por qualquer pessoa ou tecnologia, independente do hardware ou do software. Para alcançar seus objectivos, o W3C possui diversos comités que estudam as tecnologias existentes para a apresentação de conteúdo na Internet e criam padrões de recomendação para a utilização dessas tecnologias. Com a padronização, os programas conseguem aceder facilmente aos códigos e entender onde deve ser aplicado cada conhecimento expresso no documento. De forma a tornar os websites mais acessíveis, principalmente para pessoas com necessidades especiais, o W3C criou a Web Accessibility Initiative (WAI) que desenvolveu directrizes, que podem ter três níveis de importância, para serem seguidas pelos criadores dos sites e seus conteúdos. Idealmente, o seguimento destas directrizes torna o conteúdo de um site completamente acessível para qualquer pessoa e qualquer tecnologia que aceda ao mesmo. Neste contexto, foi-me proposto analisar um site de administração pública portuguesa, que é, por lei, obrigado a obedecer a uma série de normas, incluindo as estipuladas pela WAI, para tornar o seu conteúdo acessível a todas as pessoas e tecnologias Nestas normas, há duas completamente direccionada para o acesso por parte de pessoas com necessidades especiais: concepção de páginas e testes de acessibilidade específicos. O site escolhido foi o da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP). Em primeiro lugar, uma análise manual.

Análise Automática

Para este tipo de análise, foi utilizada a ferramenta Hera, que categoriza os erros encontrados e oferece a localização dos mesmos na página. O url testado foi http://www.dgap.gov.pt/.

Prioridade

Verificar

Bem

Mal

N/A

1

10

1

6

2

15

1

9

4

3

13

2

1

3

Como anteriormente foi colocada neste site a lista de directrizes de acessibilidade do conteúdo Web, os erros terão somente uma referência a essa lista.

Prioridade 1

Erros

Ponto 8.1 – Scripts: Utilizam-se eventos dependentes do dispositivo e não existem eventos redundantes.

Pontos a Verificar

Ponto 1.1 – Imagens: Verifique que os textos alternativos, nas 11 imagens da página, resultam adequados.

A verdade é que os textos alternativos se limitam a nomear as imagens de “vazio” ou então nota-se que o texto é a réplica do nome do ficheiro, como por exemplo, no símbolo da acessibilidade o texto é “accesslogosm.gif”.

Ponto 2.1 – Cores: Verifique que não existe informação transmitida apenas pela cor.

Não há nenhum elemento que transmita informação só pela cor.

Ponto 4.1 – Mudanças de idioma: Verifique que todas as mudanças de idioma se encontram correctamente identificados. Deve valorar-se positivamente o uso de atributos como “hreflang” e “charset” para indicar o idioma e o jogo de caracteres no qual se apresentarão os conteúdos enlaçados.

Não há mudanças de idioma.

Ponto 5.1 – Tabelas de dados: Há 5 tabelas com 59 células de dados e nenhuma célula de cabeçalho (<th>). Verifique se há tabelas de dados, onde deverão ser identificados correctamente os cabeçalhos.

Não há tabelas de dados onde cabeçalhos sejam necessários.

Ponto 5.2 – Tabelas complexa: Há 5 tabelas sem células de cabeçalho. Verifique se há tabelas de dados complexas, com vários níveis lógicos de cabeçalhos, que requerem atributos para associar células de dados e de cabeçalhos.

As tabelas neste site são uma forma de distribuição de espaço, não tendo a função normal de hierarquização de dados.

Ponto 6.1 – Folhas de estilo: Verifique se é possível ler o documento quando é interpretado sem as folhas de estilo associadas.

É possível ler o documento sem folhas de estilo associadas.

Ponto 6.3 – Hiperligações: Verifique se os URI das hiperligações são recursos válidos e não, por exemplo, uma função de javascript; Scripts: Verifique que a página pode ser usada, mesmo quando se desactivam os 1 scripts. Desactivando o Javascript e o Java das opções do Mozilla Firefox as hiperligações continuam a funcionar.

Ponto 7.1 – Intermitência de ecrã: Verifique que não se provocam intermitências no ecrã através de scripts ou outros elementos de programação.

Há elementos que cintilam.

Ponto 11.4 – Páginas alternativas: Se a página não é acessível, verifique que se proporciona uma hiperligação para uma página alternativa acessível.

Não há uma hiperligação para uma página alternativa acessível. Esta página já o diz ser.

Ponto 14.1 – Linguagem: Verifique que se utiliza a linguagem mais clara e fácil adequada ao conteúdo do sítio Web e perceptível pelo utilizador alvo.

A linguagem é clara e fácil. Se não houvesse elementos que cintilam, o texto seria bem mais perceptível.

Prioridade 2

Erros

Ponto 3.2 – DTD: A página não contém uma declaração do tipo de documento; CSS: O código das folhas de estilo contém erros.

Ponto 3.3 – Elementos de apresentação: Utilizam-se 18 elementos HTML para controlar a apresentação; Propriedades de apresentação: Utilizam-se 119 atributos HTML para controlar a apresentação.

Ponto 3.4 – Unidades absolutas em HTML: Encontraram-se unidades absolutas nos atributos dos elementos que compõem as tabelas; Unidades absolutas na CSS: Detectaram-se unidades absolutas (in|cm|mm|pt|pc) ou tamanhos de fonte definidos em px nos valores das folhas de estilo.

Ponto 3.5 – Cabeçalhos (h1-h6): Não se usam cabeçalhos.

Ponto 6.4 – Manipuladores de evento: Utilizam-se eventos dependentes do dispositivo e não existem eventos redundantes.

Ponto 7.2 – Flashes: Utiliza-se o elemento <blink>, que provoca flashes no conteúdo da página.

Ponto 9.3 – Manipuladores de evento: Utilizam-se eventos dependentes do dispositivo.

Ponto 11.1 – Tecnologias do W3C: Falta a declaração do tipo de documento (DTD). Utilizam-se elementos que não correspondem às tecnologias do W3C.

Ponto 11.2 – Elementos obsoletos: Utilizam-se 14 elementos obsoletos em HTML 4.01; Atributos obsoletos: Utilizam-se 120 atributos obsoletos em HTML 4.01.

Pontos a Verificar

Ponto 2.2 – Contraste de cores:
Verifique que o contraste da cor entre fundo e primeiro plano (em textos e imagens) resulta suficiente.

Resulta.

Ponto 3.1 – Imagens: Se existe uma linguagem de programação apropriada verifique que não se utilizam imagens para transmitir essa mesma informação.

Muitos dos locais onde supostamente se deveriam ver imagens continuam a ser espaços em branco. Daí, há linguagem de programação adequada a transmitira esta mesma informação.

Ponto 3.6 – Listas: Não se utilizam listas. Certifique-se se há conteúdos da página que devam apresentar-se como uma lista de elementos.

Não existem conteúdos que devam apresentar-se como uma lista de elementos.

Ponto 3.7 – Citações: Na página não se utilizam elementos para identificar as citações curtas (<q> ou longas <blockquote>). Leia a página e certifique-se que não se fazem citações que devam ser marcados correctamente.

Não há citações.

Ponto 5.3 – Tabelas para maquetar: Verifique que o conteúdo das tabelas tem sentido quando se apresentam de forma linear.

As tabelas servem somente para distribuir os elementos visuais.

Ponto 6.5 – Scripts: Verifique que os conteúdos dinâmicos gerados pelos 1 scripts se encontram acessíveis.

Encontram-se acessíveis.

Ponto 7.3 – Movimentos na página: Verifique que não se provocam movimentos na página através de imagens, scripts ou outros elementos de programação.

Não há elementos de movimento.

Ponto 7.4 – Reiniciar página: Verifique se os elementos de programação se utilizam para reiniciar automaticamente a página.

Não há elementos desse género.

Ponto 7.5 – Redireccionamento automático: Verifique se os elementos de programação se utilizam para redireccionar automaticamente a página.

Não existem elementos que tenham essa função.

Ponto 10.1 – Atributo “target”: Há 1 elementos com o atributo “target”. Verifique se se dá conhecimento ao utilizador quando se abrem outras janelas; Elementos de programação: Verifique se os scripts e os elementos de programação em geral não geram novas janelas sem informar o utilizador.

Não há aviso da abertura de uma nova janela no elemento com o atributo “target”; não há elementos de programação que abram novas janelas.

Ponto 12.3 – Blocos de informação: Verifique que os blocos de informação se encontram divididos em grupos manipuláveis.

Não há divisões suficientes.

Ponto 13.1 – Hiperligações: Verifique que os objectivos de cada hiperligação se encontram claramente identificados.

Está tudo correcto.

Ponto 13.2 – Metadados: Verifique a utilização de elementos e propriedades que proporcionam metadados à página.

Está tudo correcto.

Ponto 13.3 – Mapa do sítio: Verifique visualmente se oferece um índice de conteúdos ou um mapa do sítio.

Não há nenhum desses elementos.

Ponto 13.4 – Navegação: Verifique visualmente que os mecanismos de navegação se utilizam de forma consistente.

Há poucos mecanismos de navegações, por isso este ponto não é importante.

Prioridade 3

Erros

Ponto 9.5 – Atalhos de teclado: Não se proporcionam atalhos de teclado.

Pontos a Verificar

Ponto 4.2 – Abreviaturas e acrónimos: Verifique que se define a expansão das abreviaturas e acrónimos utilizando o atributo “title”. Para além disso, deve comprovar se se indica a expansão quando aparecem pela primeira vez no documento.

Há a expansão da abreviatura DGAEP logo no inicio.

Ponto 5.5 – Resumos das tabelas: Há 5 tabelas, nenhuma com células de cabeçalhos. Verifique que não existem tabelas de dados que requerem o atributo “summary”.

Não há.

Ponto 9.4 – Ordem de tabulação: Nenhum elemento contém o atributo “tabindex”. Verifique se existe uma ordem lógica de tabulação através das hiperligações, controlos de formulário e objectos.

Há uma ordem lógica.

Ponto 10.3 – Tabelas: Verifique se se proporciona um texto alternativo linear para todas as tabelas que apresentam o texto em colunas paralelas.

O mesmo dito sobre as tabelas acima verifica-se aqui.

Ponto 11.3 – Preferências do utilizador: Verifique se se proporciona informação para que os utilizadores possam receber os documentos de acordo com as suas preferências.

Não há.

Ponto 13.5 – Barras de navegação: Verifique visualmente se os elementos principais para a navegação se apresentam como uma barra de navegação.

Não se apresentam como uma barra de navegação.

Ponto 13.6 – Hiperligações relacionadas: Verifique que se agrupam as hiperligações relacionadas, que se identificam os grupos e se proporcionam meios de saltar esses grupos.

Há poucas hiperligações, por isso este ponto não interessa.

Ponto 13.7 – Funções de busca: Quando se proporcionam funções de pesquisa, verifique se se disponibilizam diferentes tipos de pesquisa para diversos níveis de categorias e preferências.

Não há funções de busca.

Ponto 13.8 – Informação diferenciadora: Verifique que a informação diferenciadora se encontra colocada no início dos cabeçalhos, parágrafos, listas, etc.

Não há informação diferenciadora.

Ponto 13.9 – Colecções de documentos: Verifique se se proporciona informação sobre as colecções de documentos. (Há 1 elementos <link> com o atributo “rel” ou “rev”.)

Não há informação sobre as colecções de documentos.

Ponto 13.10Arte ASCII: Verifique que se proporciona um meio para saltar sobre um “arte ASCII” quando este ocupe várias linhas.

Não há um “arte ASCII”.

Ponto 14.2 – Complementos do texto: Verifique se se complementa o texto com apresentações gráficas ou sonoras.

Há pouco texto.

Ponto 14.3 – Apresentação: Verifique se o estilo de apresentação é consistente em todas as páginas.

É sim.

Conclusão

Desta forma, os pontos que não foram possíveis de verificar através da análise da Hera já foram verificados manualmente. No próximo “post”, haverá uma análise do site através do Manual de Boas Práticas da Administração Pública.

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