Protótipo Lo-Fi

Outubro 19, 2007 at 7:56 pm (Projecto Final)

Em termos de protótipo, foi um processo bastante demorado e difícil de concretizar. Principalmente no que toca à criação de um conceito que se adaptasse ao tema abordado. Como todo o CD-Rom gira à volta da dislexia, cheguei à conclusão que o mais lógico seria produzir algo que girasse à volta de palavras. Não no que toca à tipografia como conteúdo, mas como elemento de design. Como o CD-R vai ser construído com vista à acessibilidade de pessoas com dislexia, há certos limites (que já foram abordados pelo modelo conceptual). Procurei, então, modos de contornar esse problema que cortou um pouco da liberdade que teria caso não tivesse esta característica definida. Desta forma criei um Protótipo Lo-Fi, que define, de uma forma grosseira, as interacções com o sistema. Ainda será melhorado, mas por enquanto, para se ter uma ideia, fica aqui.

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Projecto Final – Dislexia – Parte 2

Outubro 17, 2007 at 10:51 pm (Projecto Final)

Apesar de preferir colocar o protótipo por extenso aqui no WordPress, o facto é que não funciona tão bem como gostaria. Daí ter feito uma apresentação em PowerPoint que explica e demonstra esboços. No início do CD-Rom vai aparecer uma animação em flash que chama a atenção para a discriminação das crianças disléxicas nas idades mais baixas, na sua falta de estima, nos erros em diagnósticos e nos problemas que essas crianças vão ter caso não tratem a dislexia da melhor forma. A animação vai conter texto e som, fazendo uma simulação do que é ver pelos olhos de alguém disléxico.

Metáforas

  1. A animação que aparece logo no início do CD-Rom vai levar à constituição de uma metáfora que vai ser utilizada no resto do CD, na zona dos pais e educadores.
  2. Numa parte da animação, um poema irá aparecer. E depois do utilizador ter tido tempo de o ler, as palavras vão se misturar, não sabendo bem quando começam umas e onde acabam outras, trocando-se letras (v pelo f; d pelo t), tornando praticamente impossível que o texto seja decifrado.
  3. A animação tem como objectivo servir de recurso para mostrar na sala de aula, por exemplo, para que as crianças percebam que ser disléxico não é “ser burro”.
  4. A partir deste princípio, a zona dos pais e educadores vai ter como metáfora o mundo difícil dos disléxicos, e, assim, os menus serão por momentos indecifráveis.

Divisão

  1. A partir do momento em que se carrega em Skip Intro, vamos para um painel que dá à escolha o acesso a duas zonas distintas: a dos Educadores e Pais e a dos Exercícios para crianças com dislexia.
  2. Em primeiro lugar, vou-me focar na zona dos Educadores e Pais. Esta zona dará acesso a vários conteúdos, incluindo à animação que aparece logo no início, de forma a que esta possa ser visionada a qualquer altura que alguém quiser.
  3. No entanto, vou fazer o CD-Rom optimizado ao acesso por pessoas com dislexia, independentemente da sua idade.

Cuidados

  • Há certos cuidados a ter no que toca a conteúdos visuais para pessoas disléxicas:
    • É difícil ler linhas compridas, colunas são preferidas;
    • Texto não justificado, para não se criarem espaços brancos que distraem o leitor;
    • Cor de fundo personalizável (ou então um fundo não branco mas claro);
    • Tipo de letra, cor e tamanho personalizáveis (ou então tipo de letra sem serif — dentro da comunidade disléxica definiu-se o uso do Verdana, tamanho 12pt, num tom escuro);
    • Se um título se desdobra em duas linhas, dividi-lo através do sentido;
    • Usar negrito para enfatizar em vez de itálicos ou sublinhados;
    • Imagens ou gráficos, para dar ao leitor algo que recordar;
    • Caixas de texto e balas;
    • Não usar animações no mesmo local de um texto;
    • Frases e parágrafos curtos;
    • Quanto mais estruturado, mais fácil a compreensão do conteúdo. Usar títulos, listas com números, e citações identadas, quando apropriado;
    • Não usar abreviações;
      • Escrever para programas de leitura (tecnologias assistivas);
      • Não escrever palavras só com maiúsculas pois podem ser lidas como letras individuais pelo programa (e dá a sensação de que SE ESTÁ A GRITAR);
      • Separação dos elementos de uma lista com espaço adicional;
      • Usar um ponto parágrafo após uma ligação para o separar do texto que se lhe segue.
    • Não usar sons distractivos;
    • Texto descritivo de todas as imagens.

Exercícios para a Dislexia

  1. Na zona dos exercícios para as crianças, as coisas vão ser mais simples.
  2. Quando esta zona é escolhida, vai aparecer uma lista de tipos de exercícios. Quando se escolhe um tipo de exercício, vão aparecer por baixo os exercícios correspondentes.
  3. Esta parte do CD-Rom, apesar de destinada às crianças, vai ser para ser usada na mesma por Educadores e Pais. Só a parte dos exercícios em si é que vai ser usada pelas crianças, mas sempre com o acompanhamento de um educador ou educando.
  4. No entanto, já não vai existir a metáfora das palavras que são incompreensíveis.
  5. O som vai ser uma componente importante para os exercícios para a dislexia. Vou centrar-me na dislexia auditiva.
  6. Haverá imagens, para acompanhar o som.

Conclusão

  1. Em termos de conteúdos concretos, ainda não há especificidades.
  2. No entanto, sendo esta apresentação uma descrição muito geral, o que foi apresentado em termos concretos (design) vai sofrer alterações. O protótipo Lo-Fi está a caminho.

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Usabilidade – Testes com Utilizadores

Outubro 15, 2007 at 9:41 pm (Reviews)

De modo a testar a usabilidade do site Freemeteo, para complementar as anteriores análises, recorreu-se ao método de teste com utilizadores, em específico o “Field Observation“. O que este método tem de eficaz é o facto de deixar que os utilizadores sejam observados a usar o site como naturalmente o fariam e que, neste caso, executem certas tarefas pré-definidas, de forma a se perceber quais são os problemas do site. Desta forma, foram escolhidos dois utilizadores, um de 14 e outro de 15 anos. Têm os dois conhecimentos bastante razoáveis na língua inglesa, não apresentando dificuldades na leitura de textos simples. Ambos utilizam a internet muito frequentemente. No entanto, nunca tinham visitado o site freemeteo. Três metas foram estabelecidas para os dois utilizadores:

  1. Aceder à “Weather History” da cidade da Maia
  2. Aceder ao “Current Weather” da cidade de Kyoto no Japão
  3. Mudar as unidades de métricas para inglesas

As acções do utilizadores foram registadas da seguinte forma:

  • Número de cliques que cada utilizador deu para atingir o objectivo final
  • Tempo médio que o utilizador demora a atingir o objectivo
  • Quantidade de vezes que o utilizador erra

Aceder à “Weather History” da cidade da Maia

Há vários caminhos possíveis. Mas dois deles necessitam somente de três cliques, os outros precisam de mais, por isso foram excluídos na análise. Através da coluna Quick Pick, seleccionar Porto – Maia – Weather History. Ou através da coluna Select By Region, Porto – Maia – Weather History.

   
 

Utilizador 1

   

Passo 1

Passo 2

Passo 3

Cliques

3

1

1

Erros

0

0

0

Tempo médio

25 segundos

   
 

Utilizador 2

   

Passo 1

Passo 2

Passo 3

Cliques

2

1

1

Erros

0

0

0

Tempo médio

25 segundos

   
 

No início, houve alguma confusão em relação a que direcção tomar, e alguns caminhos errados foram tomados, mas os dois utilizadores rapidamente se aperceberam o que tinham que fazer para atingir a meta.

Aceder ao “Current Weather” da cidade de Kyoto no Japão

O caminho mais curto seria escolher Japan da coluna esquerda e depois Kyoto da barra que abaixo apareceria.

Utilizador 1

   

Passo 1

Passo 2

Cliques

1

1

Erros

0

0

Tempo médio

10 segundos

   
 

Utilizador 2

   

Passo 1

Passo 2

Cliques

1

1

Erros

0

0

Tempo médio

8 segundos

   
 

Mudar as unidades de métricas para inglesas

Esta meta consiste somente num passo. Mas é uma forma de testar a visibilidade da escolha que se encontra do lado direito.

Utilizador 1

    

Passo 1

Cliques

1

Erros

0

Tempo médio

5 segundos

   
 

Utilizador 2

   

Passo 1

Cliques

1

Erros

0

Tempo médio

7 segundos

   
 

Os utilizadores encontraram a informação bastante rápido.

Conclusão

O site Freemeteo é bastante fácil de usar. No entanto, há certos detalhes que confundem os utilizadores. Em primeiro lugar, quando a internet por algum motivo está lenta, é difícil ao utilizadores que pela primeira vez usam o site perceber certas interacções. Por exemplo, as setas à beira das regiões da coluna esquerda abrem um menu pop-up com várias cidades, mas quando a internet está mais lenta, nada parece acontecer, não há nada que demonstre o estado do sistema. Na primeira meta, o utilizador 1 teve esse problema, clicando noutros locais pois o menu não aparecia. Em segundo lugar, há variados caminhos que se podem tomar para atingir as metas. Percebe-se esta característica, pois o site é dedicado a informação meteorológica e pouco mais, dando oportunidade aos utilizadores de percorrerem o caminho que mais lhes agrada.

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Projecto Final – Dislexia – Parte 1

Outubro 7, 2007 at 8:10 pm (Projecto Final)

Teoria Mínima Sobre a Dislexia

De todas as dificuldades de aprendizagem, a dislexia é uma das que mais tem interessado psicólogos, pedagogos, pediatras e outros profissionais interessados no sucesso e/ou insucesso educativo.

Etimologicamente, a palavra dislexia significa ter dificuldades na linguagem. Na acepção actual refere-se a problemas de leitura, ou seja, transtorno na aquisição da leitura.

Pode definir-se dislexia como sendo “uma dificuldade duradoura na aprendizagem da leitura e aquisição do mecanismo, em crianças inteligentes, escolarizadas, sem qualquer perturbação sensorial e psíquica já existente” (Fonseca, 1999). Ou ainda como “uma desordem, que se manifesta pela dificuldade de aprender a ler, apesar de a instrução ser a convencional, a dificuldade de aprender a ler, apesar de a instrução ser a convencional, a inteligência normal, e das oportunidades socioculturais. Depende de distúrbios cognitivos fundamentais, que são, frequentemente, de origem constitucional” (Critchley & Critchley, 1978).

Mas o Modelo Conceptual do trabalho que me propus a criar não se prende com o diagnóstico do problema. Fiquei entusiasmada ao saber que profissionais da área de Ensino Especial já estão a desenvolver mecanismos digitais de detecção deste problema. Como complemento a este projecto, o meu trabalho irá ter como objectivo a intervenção, a ajuda às crianças de 6/7/8 anos a quem já foi diagnosticada esta condição.

Há vários estudos sobre a dislexia, e são, na maioria, muito diferentes no que toca às causas da dislexia. No entanto, como esta parte não tem directamente a ver com o meu projecto, não a vou considerar nesta análise.

O que já me diz respeito são os estudos sobre os diferentes tipos de dislexia. Segundo González (1996), há dois tipos de dislexia, em função da alteração primária linguística ou visuoperceptiva:

  • Dislexia do tipo auditivo-linguístico, com problemas fonológicos acentuados e que implicam disfunção do hemisfério esquerdo.
  • Dislexia do tipo visuo-perceptivo, com problemas visuo-espaciais e visuo-perceptivos, implicando disfunção do hemisfério direito.

Há também autores que referem um terceiro tipo de dislexia, a mista, que combina os dois tipos que referi acima.

No entanto, como refere González, todos os tipos de dislexia têm uma tónica comum, que é o facto de a dislexia ser, em si mesmo, um problema eminentemente linguístico em que a leitura/escrita se apresenta problematizada ou ao nível fonológico, ou ao sequencial ou ao visual.

Defini que o meu projecto terá como objecto a dislexia do tipo auditivo-linguístico. Daí achar importante descrever um pouco este tipo de dislexia.

Dislexia Auditiva
Características gerais do comportamento

  • Dificuldades subtis na discriminação de sons
  • Não associação dos símbolos gráficos às suas componentes auditivas
  • Não realização dos fonemas com monemas (parte com o todo da palavra)
  • Confusão entre sílabas iniciais, intermédias e finais
  • Problemas de percepção auditiva
  • Problemas de articulação
  • Dificuldades em seguir orientações e instruções
  • Dificuldades de memorização auditiva
  • Problemas de atenção
  • Dificuldades de comunicação verbal

Modelo conceptual

O Modelo Conceptual deste projecto ainda está numa fase bastante imatura, no entanto, algumas decisões já foram feitas no que se refere à formulação deste modelo.

Em primeiro lugar é preciso definir que o CD-ROM em questão terá duas áreas completamente distintas em termos de conteúdo. Por um lado, a área dedicada aos pais e educadores que irão usar esta plataforma de forma a ajudar crianças com dislexia. Por outro, os exercícios direccionados a essas mesmas crianças.

O CD-ROM será optimizado para a resolução 1024×768, por ser o mais recorrente em estabelecimentos de ensino e computadores pessoais mais recentes.

Na área dirigida aos pais e educadores, o conteúdo será relacionado com a utilização e limitações do CD, as especificidades das crianças que sofrem este tipo de problemas, etc…

Em termos de design, vai ser algo muito sóbrio e muito prático, sem metáforas muito complexas, como simples setas e desenhos muito figurativos do que um certo botão faz.

As tarefas serão accionadas através de cliques, algo muito directo e fácil de usar, que não coloque entraves a nível de usabilidade. Já foi feito um pequeno esboço daquilo que será esta plataforma, mas sem o uso de metáforas. Simplesmente uma pequena ideia a nível de design.

Na parte que se refere às crianças, há vários elementos a ter-se em conta. Primeiro, em cada 9 disléxicos, só um é do sexo feminino. Logo o design terá algo a ver com o sexo masculino e as suas preferências nas idades 6/7/8 anos.

Não haverá animações, o design será muito directo, para que não seja ainda mais recorrente o factor distractivo tão inerente às crianças disléxicas. No entanto, os exercícios (descritos mais abaixo) terão que ser apelativos a crianças com estas características. As cores e as fontes serão personalizáveis. Os fundos serão simplesmente uma cor sólida, pois padrões serão apenas ruído e confundirão as crianças.

Nesta zona, haverá logo de inicio um índice de tipos de exercícios que podem ser escolhidos. Os exercícios serão organizados em níveis de dificuldade e hierarquizados em termos de continuidade, podendo os utilizadores, assim, rapidamente chegar ao exercício que querem, sem perderem noção do local onde pararam a última vez. O índice poderá ter alguma metáfora associada, pois convém que as crianças consigam identificar o exercício sem terem que ler o nome deste. Cada exercício terá a sua própria “página”, devidamente intitulada e identificável, com a metáfora do índice, para localização posterior.

Os exercícios terão como base suportes visuais e também sonoros. Não vão ser edificados para serem utilizados pelas crianças por si só, mas será necessária a presença de um educando ou educador para que as tarefas sejam correctamente concretizadas, e para que as crianças não se sintam isoladas ao usar o software.

Intervenção – Dislexia Auditiva

Portanto, a intervenção adequada para a dislexia auditiva deverá basear-se em actividades que desenvolvam a percepção, discriminação e memória auditivas, mas sempre com referências visuais que ajudem a criança.

Como consequência, o meu projecto albergará exercícios deste género, os quais ainda não foram definidos com exactidão, mas que terão como base estas pequenas propostas de intervenção:

  • Batimento de sílabas de palavras
  • Reprodução de batimentos em sequência
  • Reprodução de sequências de 5/6 palavras: números, cores, flores, animais, cidades…
  • Rememorizar sons previamente escutados
  • Descoberta de semelhanças/diferenças entre sons
  • Discriminação de fonemas: v/f; d/t; p/t; ch/j; b/d; c/g; m/n; b/v; …
  • Escrita de fonemas ditados
  • Preenchimento de lacunas em palavras, frases e poemas (tendo em conta a rima)
  • Escrita de sílabas sem nexo, contento dígrafos: pre/per; cla/cal; dri/dir; flo/fol; gri/gir; pla/pal; tro/tor; fri/fir; tre/ter; pró/por; glo/gol; …
  • Ditado de sílabas sem nexo, contendo dígrafos: frolar / clafir / topre /topra / toper / floper / flotre / clafre / trifla / …
  • Exercícios de reprodução oral de frases cada vez mais complicadas e ordens complexas que envolvem várias acções
  • Exercícios de figura-fundo auditivo
  • Memorização de rimas e lengalengas
  • Análise e síntese de palavras, sílaba a sílaba e letra a letra
  • Identificação de palavras com inícios/finais omissos
  • Descoberta de absurdos auditivos em frases ou sequências de palavras (ex: “O gelado está quente.”)
  • Organização de famílias de palavras
  • Reconhecimento de sons de instrumentos musicais
  • Descrição de imagens

Conclusão

O projecto ainda não está muito avançado, e terei que gastar muito do meu tempo a criar/transformar exercícios para suporte digital. No entanto, vou tentar recorrer à ajuda da Dra. Helena Serra, cuja ajuda foi preciosa para a formulação deste modelo conceptual. Como um projecto de diagnóstico de dislexia está a ser criado por ela e por outro docente da Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti, vou tentar encontrar conteúdos em comum que eu possa usar neste trabalho, para que fique o mais completo possível.

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Avaliação Heurística (Modificado em 19 de Outubro)

Setembro 30, 2007 at 9:38 pm (Reviews)

A usabilidade é uma grande questão no que toca à construção de qualquer sistema onde a interacção predomine, como um site. Por causa dessa grande importância, 10 heurísticas (princípios) utilizados para avalizar estes sistemas foram criadas por Nielsen e Molich. Estruturadas, posteriormente, de uma forma mais sistematizada, por Lavery, servem-nos agora para perceber quais os aspectos positivos e negativos em determinados sistemas, no que toca à usabilidade. Desta forma, proponho-me a analisar, outra vez, o site Freemeteo, mas da perspectiva das heurísticas de Nielsen.

1- Visibilidade do estado do sistema

São os utilizadores informados sobre o progresso do sistema com feedback apropriado em tempo razoável?

O site Freemeteo tem mudanças em termos de cores, na tipografia, on mouse over. No menu horizontal, as palavras passam de uma cor clara (branco) para uma cor escura (verde escuro) quando o utilizador passa o rato por cima. No menu vertical, as palavras ficam sublinhadas quando a mesma acção é empregue. No entanto, no conteúdo central “current weather“, ao escolher outros separadores, como “7-day Forecast, o mesmo efeito não se verifica. Além disso, quando se carrega em qualquer dos menus, não há nada que demonstre imediatamente que a nossa acção teve um efeito.

No menu vertical, no “select by region“, quando se clica numa das regiões, um círculo em movimento aparece em baixo enquanto o site carrega o outro menu. No entanto, quando se escolhe a segunda região, o único efeito que nos faz ver que realmente a página está a carregar é a ampulheta à beira do ponteiro do rato, o que nada tem a ver com o site em si.

Esta questão é importante porque a informação sobre o progresso do sistema em tempo razoável permite ao utilizador monitorizar o progresso da tarefa que quer realizar e, assim, reduz a ansiedade.

2 – Ajuste entre o sistema e o mundo real

O sistema usa conceitos e linguagens familiares aos utilizadores? São usadas convenções do mundo real? É a informação visualizada numa ordem natural e lógica?

Como Freemeteo é um site de informação meteorológica, o facto é que não há uma grande quantidade de texto maciço. No entanto, há muita informação, visto que a informação que se pode encontrar é, literalmente, de todo o mundo.

Em termos de linguagens, a única utilizada é a escrita. As imagens não são importantes para a navegação no site. A hierarquia da barra lateral é feita por importância/relevância de certas regiões dentro do contexto do país em que o utilizador se encontra. Um ponto negativo é o facto de só ter seis línguas como possível utilização, apesar da informação disponibilizada ser dirigida para todas as partes do mundo.

Um ponto positivo é que o site reconhece imediatamente o país de onde o utilizador está a pesquisar, e daí apresenta como página inicial, as informações meteorológicas correspondentes à capital do país em questão. No entanto, não há uma preservação das preferências locais do utilizador, pelo que este tem sempre que ir procurar a região que quer encontrar, mesmo que esta seja dentro do país onde se encontra.

Um bom ajuste minimiza um conhecimento extra para se usar o sistema, simplificando todo o mapeamento das tarefas. (Isto é conseguido através de um expressão das intuições dos utilizadores nos conceitos dos sistemas.)

3 – Controlo e liberdade do utilizador

Podem os utilizadores fazer o que querem quando querem?

O utilizador não tem problemas em encontrar a informação que pretende, os menus são de fácil aprendizagem e bastante intuitivos. Também são praticamente imediatos, no sentido de se ter logo um efeito a determinada acção. A página é leve, o que não obriga a downloads longos.

Quando um utilizador se engana na sua escolha ou quer voltar à anterior, a única opção é escolher novamente, não há nenhum “undo” ou “go back“.

Esta questão é importante simplesmente porque os utilizadores, por vezes, enganam-se.

4 – Consistência e Standarts

Têm os elementos de design, como objectos e acções, o mesmo significado ou efeito em diferentes situações?

Basicamente, os menus estáticos vão directamente para o que é esperado. Por outro lado, os menus com “pop-up” têm todos a mesma forma de funcionamento. E, por fim, a imagem do mundo com o nome do site, quando “clicado”, vai para a página inicial destinada ao país de onde o utilizador está a aceder à página.

A consistência minimiza o conhecimento necessário pelo utilizador para usar o sistema ao deixá-lo generalizar por experiências naquele sistema (ou noutros).

5 -Prevenção de erros

Podem os utilizadores cometer erros que um bom design pudesse prevenir?

Em princípio, o design do site em nada dificulta a navegação. Até porque o design em questão é bastante minimalista. Um menu horizontal, e vários verticais. No centro, alguns separadores que levam o utilizador onde é suposto levar. Não há causas para frustrações nesta área pelo menos.

Os erros são a fonte principal de frustração, ineficiência e ineficácia durante a utilização do sistema.

6 – Reconhecimento em vez de lembrança

Estão elementos de se design, como objectos, acções e opções, visíveis? É o utilizador forçado a lembrar-se de informação de uma parte do sistema para outra?

Como já referi, o site é bastante lógico e fácil de usar. Os menus estão sempre lá, iguais, independentemente do local onde nos encontrarmos dentro do próprio site. Isto permite que o utilizador consiga aceder à mesma informação estando ou não na página principal, o que leva a um menos nível de cliques, e, portanto, uma maior rapidez no acesso à informação.

Forçar os utilizadores lembrar-se de detalhes é uma grande fonte de erro. Reconhecimento minimiza o conhecimento necessário pelo utilizador para usar o sistema. Sumarizar comandos ou opções disponíveis permitem ao utilizador perceber o seu significado ou o seu papel.

7 – Flexibilidade e eficiência no uso

São os métodos de cada tarefa eficientes? Podem os utilizadores personalizar acções frequentes e usar atalhos?

Os métodos são eficientes, como já fui explicando durante esta análise heurística. No entanto, como também já referi, o site não oferece formas de memorizar o que é mais procurado pelo utilizador. Não há como personalizar estas acções nem como usar atalhos. Até o login no site não permite aceder imediatamente à informação que é pesquisada mais frequentemente. Serve principalmente para se receberem notificações diárias, por email, sobre as áreas escolhidas.

Métodos de tarefas ineficientes podem reduzir a ineficácia e causar frustração.

8 – Estética e design minimalista

Contêm os diálogos informação irrelevante ou raramente necessária?

Não. Freemeteo leva sempre ao utilizador aquilo pelo qual ele pesquisou. Claro que um utilizador normal não precisa de saber toda a informação que o site contém sobre uma determinada área. Assim, quando a escolha é feita, o site apresenta imediatamente a informação que a maioria das pessoas quer saber, isto é, apresenta os dados meteorológicos do dia da pesquisa. No entanto, disponibiliza o resto da informação sobre aquele local, bastando carregar num dos separadores do menu central, como “7-day Forecast“.

A organização tem o efeito de reduzir o tempo de procura por comandos ou recursos de usuários que faltam no monitor. Utilizadores não familiarizados com um sistema muitas vezes têm que encontrar uma acção que vá de encontro a uma necessidade particular – reduzir o número de acções disponíveis pode fazer a escolha mais fácil.

9 – Ajudar os utilizadores a reconhecer, diagnosticar e recuperar erros

São as mensagens de erro feitas em linguagem simples (sem códigos)? Descrevem precisamente o problema e sugerem uma solução?

A única mensagem de erro que consegui encontrar no site foi quando, propositadamente, me enganei no login. O que aconteceu é que abaixo do painel, apareceu o texto “Error. Please try again“. Não explica qual foi o erro, nem o porquê deste acontecer. Fica bem longe do que seria desejável.

Como já foi referido no ponto 5, os erros são a maior fonte de frustração, ineficiência e ineficácia durante a utilização do sistema.

10 – Ajuda e documentação

É fornecida informação de ajuda apropriada? É esta informação fácil de procurar e direccionada para as tarefas do utilizador?

Em termos de ajuda, o único link que encontro é o do “Forgot your password?“, que está colocado imediatamente abaixo do bloco de login. O mapa do site é relativo à área que previamente escolhemos. Isto é, se eu estou a visualizar a informação meteorológica da cidade da Maia, no Porto, quando acedo ao mapa do site, este vai estar de acordo com a cidade da Maia. O resto das informações, como os termos de uso, os contactos, etc., encontra-se no final na página, como é habitual. Como não encontrei grandes dificuldades na navegação do site, percebo o facto de não haver uma área específica de ajuda, nem de FAQ’s.

Idealmente um sistema não deveria necessitar de documentação. No entanto, pode ser necessária para fornecer ajuda a que os utilizadores precisam de aceder num curto espaço de tempo.

Conclusão

Freemeto é um site que tem como objectivo a utilidade imediata. Por tal, em termos de design, não há muito a dizer. Os menus não são pictóricos, são textuais, não há grandes metáforas com o mundo real, mas neste caso não é indispensável, pois os métodos de acesso aos conteúdos são facilmente reconhecidos. No entanto, para um invisual, por exemplo, seria complicado, penso eu, o acesso aos menus pop-up, mas estes não são a única forma de chegar a um certo conteúdo, pois há locais onde se pode pesquisar por nome. Em termos gerais, o site parece-me obedecer às 10 heurísticas de Nielson, tirando um ou outro aspecto. 

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www.freemeteo.com – Acessibilidade, Usabilidade e Emotividade

Setembro 23, 2007 at 10:04 pm (Reviews)

O que torna um site num bom site não é somente um design “bonito”, nem um bom conteúdo. É preciso que qualquer página de Internet esteja preparada para o mundo exterior, para o utilizador comum e para aquele que não o é. Daí certas características terem um peso enorme sobre a forma como o mundo vê um site. Cor, eficácia, preparação para novas tecnologias, preparação para tecnologias antigas, utilidade, eficiência, etc. Nada pode ser negligenciado na construção de um site, pois o número de visitas de uma página na Internet está directamente relacionado com a relação entre todos os pormenores.

Assim, apresento uma análise bastante superficial da acessibilidade, da usabilidade e da emotividade do site Freemeteo.

Acessibilidade

Em termos de acessibilidade, Freemeteo tem falhas, mas também aspectos positivos. No entanto, algumas questões não são muito verificáveis por mim, já que não tenho acesso aos utensílios necessários para tal. No entanto, consegui verificar dois exemplos como utilizadora.

Mapa de Prtugal

Em primeiro lugar, o site não oferece alternativas equivalentes entre conteúdos visuais e auditivos. As imagens não têm uma “tradução” eficaz para texto. Por exemplo, a imagem do mapa de Portugal só foi denominada de “PT” no seu url. Para um utilizador que use um sintetizador de discurso esta legenda de pouco serve, pois o utilizador não vai conseguir compreender o que é a imagem.

No que se refere à cor, o site combina-a com texto, o que possibilita que pessoas com limitações visuais, como o daltonismo, não tenham problemas com o seu mapeamento.

Há várias regras sobre a acessibilidade na web sobre as quais não detenho o conhecimento no sentido de as testar, como referi anteriormente. No entanto, tenho que referir o AJAX (técnica de desenvolvimento web que combina, entre outros, javascript e xml), que em muito tem contribuido para melhorar interfaces e usabilidade em páginas da Internet e aplicações da web.

Aqui estão algumas delas:

  1. Usar markup’s (XML, HTML, etc.) e style sheets (CSS) e usá-los correctamente.
  2. Clarificar o uso natural da linguagem.
  3. Criar tabelas que se transformam graciosamente.
  4. Assegurar que páginas que contêm novas tecnologias se transformam graciosamente.
  5. Assegurar o controlo do utilizador sobre mudanças de conteúdos sensíveis ao passar do tempo.
  6. Assegurar acessibilidade directa a interfaces embedded.
  7. Design feito para independência de dispositivos.
  8. Usar soluções transitórias, temporárias.
  9. Usar tecnologias e directrizes W3C.
  10. Fornecer informação contextual e de orientação.
  11. Fornecer mecanismos de navegação claros.
  12. Assegurar que os documentos são claros e simples.

Mais informações em W3C.

Usabilidade

O site Freemeteo tem grande utilidade. Não esquecer a maioria das pessoas não usa sites meteorológicos com intenções muito complexas, simplesmente têm curiosidade de saber como vai estar o tempo (“Posso ir à praia amanhã? Vou precisar de levar o carro para o trabalho? Tenho que ir buscar os meus filhos à escola para não se molharem?”).

No entanto, uma porção da população tem objectivos mais determinantes. Alguns têm a ver com o trabalho, outros com passatempos e eventos, etc. Daí, o facto do site apresentar não só a temperatura e a pluviosidade, mas também a humidade, o vento, a visibilidade, a pressão… Surf e eventos ao ar livre são exemplos de acontecimentos que necessitam de uma previsão da condição temporal de forma detalhada.

Em termos de eficácia e eficiência, o site está bem estruturado. Não é difícil reparar imediatamente na barra lateral esquerda que dá a oportunidade de escolha em primeiro lugar do país e seguidamente de regiões mais pertinentes. E se a região que o utilizador pretende escolher não se encontrar entre estas sugestões, imediatamente abaixo há menus que, por hierarquia, o ajudam a encontrar o que quer.

É bastante fácil de entender e também bastante intuitivo. Há também a possibilidade de se procurar locais através das suas características geográficas e pelas coordenadas geográficas. Como todas as escolhas têm a mesma forma de interacção, é bastante fácil perceber como utilizá-las.

Emotividade

O que mais se realça no site em termos de emotividade são as cores. Azul e verde. Freemeteo é um site sobre meteorologia, portanto, a escolha das cores tem tudo a ver com o tempo e a terra. Azul para o céu. Verde para a terra. Além disso, são cores frias, o que, num site com uma função bastante prática é uma escolha que provavelmente foi feita para prolongar a estadia do visitante, já que as cores frias não cansam tanto.

Para além disso, as imagens (fotos) que se encontram no site são todas apelativas, demonstrativas de bom tempo e de paisagens bonitas e calmas, o que, em princípio, faz o utilizador gostar um pouco mais da sua estadia no site.


A análise acima descrita não é profunda, de forma alguma, pelo que não sou uma especialista. Com novos conhecimentos, novas aprendizagens, modificarei este artigo, para o tornar mais completo e correcto.

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www.freemeteo.com

Setembro 17, 2007 at 11:39 am (Reviews)

world map

“Weather forecasts for the entire planet”
htto://www.freemeteo.com/

O site em questão dá informação meteorológica de uma grande vastidão de países, desde o Afeganistão até ao Zimbábue. Tem também uma grande especificidade de locais dentro desses mesmo países.
É um site ainda em estado ‘beta’, mas no entanto a informação detalhada e bastante precisa é um grande achado entre páginas de meteorologia. É de fácil acesso, bastante funcional, nada complicado e a página não é muito pesada.
O único problema que encontro é o facto de ainda não ter sido traduzido para português. No entanto, há possibilidade de escolher entre a língua inglesa, espanhola, alemã, italiana, grega e chinesa.

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