Manual de Boas Práticas da Administração Pública
Continuando a análise à acessibilidade do site da Direcção Geral da Administração e do Emprego Público, vou recorrer à ajuda do Manual de Boas Práticas da Administração Pública. O que este manual descreve é supostamente obrigatório de ser seguido por lei.
Os seguintes tópicos são um resumo daquilo que o manual descreve. No entanto, os tópicos não comentados são aqueles para os quais não detenho conhecimento para analisar. Só mais tarde poderei fazer uma análise mais consistente, com o decorrer da aula, e o uso de outras ferramentas, como o Jaws.
Em termos de informação mínima, um site tem que apresentar os seguintes conteúdos:
- Identificação e descrição do organismo que tutela o Website (com a missão, a descrição das actividades e serviços prestados, a descrição da estrutura organizacional, com eventual recurso a diagramas)
- Logo no início tem a identificação do organismo que tutela o site (Ministério das Finanças e Administração Pública).
- A missão, a estrutura, os serviços e publicações, o balanço social e os contactos são apresentados numa página cuja hiperligação se encontra na Homepage. No entanto, logo se encontra o problema de esta hiperligação ser apresentada através de uma imagem cuja alternativa em texto não a descreve eficazmente.
- Lista de contactos (endereço postal, telefones, faxes e endereço de correio electrónico), pessoais e/ou institucionais
- A lista de contactos aparece na hiperligação descrita anteriormente.
- Lista com todas as publicações do organismo e respectivos documentos;
- Há uma lista com as publicações do organismo, na hiperligação acima mencionada. No entanto, não há documentos associados, pois estas publicações não são grátis. Há somente uma descrição de cada publicação, incluindo a editora, o preço, etc.
- Legislação pertinente para a actividade da entidade;
- Na “Orgânica da DGAEP” há legislação sobre a entidade.
- Eventos programados ou em curso;
- Estes eventos aparecem numa lista logo na página principal.
- No entanto, esta lista é uma mancha de texto pouco descodificável. Não há palavras/expressões em negrito que permitam a uma leitura transversal que permitam perceber o assunto de cada ponto.
- Relatório de contas;
- Não há relatório de contas.
- Plano de actividades e orçamento;
- Não há plano de actividades e orçamento.
- FAQ (Perguntas mais frequentes);
- Há FAQ, mas muito limitada.
- É muito centrada nos utilizadores que têm que utilizar o site por causa do seu ofício.
- Novidades;
- Aparecem também na lista da página inicial.
- É difícil distinguir o que é notícia de todas as outras entradas.
- Formulários para download;
- Há documentos para download.
- Estão sistematizados numa página, apesar de serem só quatro.
- Política de privacidade e segurança;
- Não existe nenhuma hiperligação para este conteúdo.
- Primeira visita;
- Não há nenhuma referência.
- Ajuda;
- Não há ajuda, só FAQ’s, que são bastante limitados.
- Mapa do sítio;
- Existe uma hiperligação para um Índice Detalhado para parece estar em construção.
- Motor de busca.
- Não há motor de busca.
Em termos de Barras de navegação, a página inicial deve conter hiperligações para:
- Homepage do governo, administração directa e indirecta do estado/sectorial ou ministerial;
- Não há hiperligações para a homepage do governo na secção “links”, mas há para outras entidades.
- Contactos;
- A página inicial não tem lista de contactos, isto apresenta-se numa página secundária.
- Mapa do Website;
- Não existe.
- Motor de busca.
- Não existe.
Restantes páginas têm que conter hiperligações para:
- Página principal;
- Nem todas as páginas têm esta hiperligação.
- Mapa do Website;
- Motor de busca;
- Sugestões;
- Voltar.
Pontos 2, 3, 4 e 5 não existem neste site.
No que toca à presentação da Informação o site tem que:
- Usar um estilo consistente – O uso de CSS – Cascading Style Sheet (folhas de estilo em cascata) pode ajudar bastante a cumprir este requisito. A separação do conteúdo estruturado (feito em HTML) do estilo/apresentação do documento (feito numa folha de estilo em CSS) revela-se altamente benéfico para a potenciação da acessibilidade;
- A ser verificado posteriormente.
- A ser verificado posteriormente.
- Colocar informação baseada em texto.
- A maioria da informação é baseada em texto. No entanto, muitas hiperligações importantes estão sob a forma de imagens dificilmente descodificáveis, não só por não serem muito discritivas visualmente, mas também por não terem um texto alternativo que explicite sobre a sua função.
No contexto das Imagens e sons:
- Recomenda-se um tamanho inferior a 30Kb e sugere-se o uso de miniaturas, que o utilizador poderá seleccionar para obter a mesma imagem mas com dimensões maiores.
- Todas as imagens são de um tamanho reduzido.
Quanto ao Texto:
- Recomenda-se o uso de fontes do tipo “Sans Serif”, as quais se revelam de mais legíveis para quem lê em ecrãs. São exemplos o estilo “Verdana”, “Arial” ou mesmo “Tahoma”. As fontes e os tamanhos devem ser uniformes ao longo de todo o Website. Também neste particular o uso de CSS se reveste de particular importância. De notar também que o CSS permite definir todos estes elementos de forma diferenciada consoante a informação seja para ser apresentada no ecrã ou impressa. É possível ter um estilo de fonte “Verdana” no ecrã que quando impresso aparece “Arial” ou mesmo “Times New Roman”.
- As fontes usadas são Sans Serif.
- No entanto, o tamanho de letra e até as fontes vão mudando, de uma forma não padronizada.
- CSS ainda para ser analisado.
- Procurar o contraste entre o texto e o fundo. Não recorrer a cores para distinguir blocos de texto.
- Distingue-se bem o texto do fundo. Cores escuros na tipografia e branco no fundo.
- Os blocos de texto são da mesma cor que o fundo da página (branco).
Indicar sempre o tamanho dos ficheiros para download.
- Não há indicação do tamanho dos ficheiros.
Arquivo documental
- Existência de um motor de busca.
- Não há motor de busca.
Software Adicional
- Disponibilizar a hiperligação para o fornecedor do software: no caso da acessibilidade, esta recomendação deverá ser complementada com a indicação: sempre que o fornecedor dispuser de soluções relacionadas com acessibilidade, deverá também existir uma hiperligação para as respectivas páginas. É o caso do formato proprietário da ADOBE: PDF. Neste caso existem por parte da ADOBE uma série de recomendações dirigidas aos utilizadores e mesmo aos designers dos formatos PDF. Ver hiperligação do Programa Acesso da UMIC.
- Há ficheiros em PDF, mas não há nenhuma hiperligação que leve ao fornecedor de software.
Compatibilidade de Browsers
- Deverão ser testadas as páginas em dois dos mais utilizados Browsers, nas suas duas últimas versões.
- Interessante é notar que na actualização mais recente do Guia de Boas Práticas, o Netscape tenha sido substituído pelo Opera.
- Atenção também ao uso de plug-ins. O utilizador pode não conseguir usar os novos plug-ins, por dificuldades de acesso da tecnologia que se encontra a utilizar, ou mesmo por não poder descarregar o plug-in, como poderá ser o caso quando acede num terminal público. É o caso por exemplo do Flash.
- Este site não parece necessitar de plug-ins. Não utiliza Javascript nem Java.
Rapidez no download da primeira página e das restantes
- Tempos de download da página principal inferiores a 8 segundos com modems de 56Kbps;
- Tempos de download das restantes páginas inferiores a 20 segundos.
Compatibilidade HTML (recomendação 12)
- Recomenda-se o uso das directrizes do W3C no que diz respeito à notação a utilizar.
- No manual recomenda-se o uso da ferramenta Bobby para teste em relação aos diferentes navegadores. O Bobby actualmente on-line não permite tal análise. Em vez da verificação face a determinado tipo de navegadores, aconselhamos a conformidade da notação, nomeadamente o HTML e o CSS, com os padrões do W3C.
Resolução Gráfica
- Deverá ser possível navegar mesmo usando a resolução mínima.
- A norma actual é 800×600 pixéis mas deverá ser possível navegar em 640×480. “Uma regra prática para a construção de páginas é a de evitar que uma página quando acedida na resolução 640×480 surja com barras de scroll horizontais” (Oliveira, 2003: 67).
- Outro elemento importante quando se fala na resolução é a impressão de documentos. Documentos formatados rigidamente para resoluções de 800×600 aparecem com a margem direita cortada.
Concepção de páginas 
- Este capítulo trata essencialmente o desenho de páginas Web para cidadãos com necessidades especiais (CNE’s).
- Não se deve conceber Websites específicos para CNE’s, nem tão pouco versões simplificadas do Website normal, mas fazer um ÚNICO Website apropriado para TODOS.
- Este site, logo na página de entrada, apresenta o símbolo da acessibilidade, não havendo mais do que uma versão do site.
- Simplicidade na forma; informação em formato texto, usar alt-tags nas imagens, não basear compreensão da informação por diferenças de cor; usar um elevado contraste; evitar contraste verde/vermelho; minimizar a utilização de tabelas; motor de busca posicionado no início da página; afixar o símbolo de acessibilidade à Web.
Conclusão
O site da Administração Geral da Administração e do Emprego Público tem vários problemas na questão da acessibilidade. Juntando a análise automática com esta análise manual bastante superficial, percebe-se que em termos de estrutura e até de conteúdos há muito a faltar ao site. Primeiro, a questão do espaço branco ser definido através de tabelas é um grande entrave à acessibilidade. Um processador de texto vai tentar ler a informação da página seguindo a lógica de uma tabela. O que é totalmente errado na estrutura desta página. Há também a questão das imagens não legendadas, e visualmente bastante ambíguas, e das manchas de texto que não permitem uma leitura rápida e eficaz do conteúdo que apresentam.
No entanto, o que é preciso salientar é o facto de estas normas existirem por uma razão muito pertinente. Um conteúdo, um serviço, um local, deve ser acessível ao maior número de pessoas. E apesar de muitas destas questões focarem as necessidades especiais de um grupo de pessoas, o facto é que tornar um site acessível permite não só o acesso por essas pessoas, mas facilita o uso e percepção desse mesmo site por pessoas sem esse tipo de necessidade. E não nos podemos esquecer que quanto mais fácil for o acesso a um conteúdo online, mais vezes irá uma pessoa voltar àquele site e mais pessoas esse mesmo site irá atrair.
Análise da Acessibilidade do site da DGAEP
O World Wide Web Consortium (W3C) é um consórcio de empresas de tecnologia, em que se inserem as mais importantes organizações desta área. Fundado por Tim Berners-Lee em 1994 com o objectivo de levar a Web ao seu potencial máximo, o W3C aposta no desenvolvimento de protocolos comuns e fóruns abertos que promovem a sua evolução e asseguram a sua interoperabilidade. Desenvolve tecnologias denominadas padrões da Web para a criação e a interpretação dos conteúdos para esta plataforma. Sites desenvolvidos segundo esses padrões podem ser visitados e visualizados por qualquer pessoa ou tecnologia, independente do hardware ou do software. Para alcançar seus objectivos, o W3C possui diversos comités que estudam as tecnologias existentes para a apresentação de conteúdo na Internet e criam padrões de recomendação para a utilização dessas tecnologias. Com a padronização, os programas conseguem aceder facilmente aos códigos e entender onde deve ser aplicado cada conhecimento expresso no documento. De forma a tornar os websites mais acessíveis, principalmente para pessoas com necessidades especiais, o W3C criou a Web Accessibility Initiative (WAI) que desenvolveu directrizes, que podem ter três níveis de importância, para serem seguidas pelos criadores dos sites e seus conteúdos. Idealmente, o seguimento destas directrizes torna o conteúdo de um site completamente acessível para qualquer pessoa e qualquer tecnologia que aceda ao mesmo. Neste contexto, foi-me proposto analisar um site de administração pública portuguesa, que é, por lei, obrigado a obedecer a uma série de normas, incluindo as estipuladas pela WAI, para tornar o seu conteúdo acessível a todas as pessoas e tecnologias Nestas normas, há duas completamente direccionada para o acesso por parte de pessoas com necessidades especiais: concepção de páginas e testes de acessibilidade específicos. O site escolhido foi o da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP). Em primeiro lugar, uma análise manual.
Análise Automática
Para este tipo de análise, foi utilizada a ferramenta Hera, que categoriza os erros encontrados e oferece a localização dos mesmos na página. O url testado foi http://www.dgap.gov.pt/.
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Prioridade |
Verificar |
Bem |
Mal |
N/A |
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1 |
10 |
- |
1 |
6 |
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2 |
15 |
1 |
9 |
4 |
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3 |
13 |
2 |
1 |
3 |
Como anteriormente foi colocada neste site a lista de directrizes de acessibilidade do conteúdo Web, os erros terão somente uma referência a essa lista.
Prioridade 1
Erros
Ponto 8.1 – Scripts: Utilizam-se eventos dependentes do dispositivo e não existem eventos redundantes.
Pontos a Verificar
Ponto 1.1 – Imagens: Verifique que os textos alternativos, nas 11 imagens da página, resultam adequados.
A verdade é que os textos alternativos se limitam a nomear as imagens de “vazio” ou então nota-se que o texto é a réplica do nome do ficheiro, como por exemplo, no símbolo da acessibilidade o texto é “accesslogosm.gif”.
Ponto 2.1 – Cores: Verifique que não existe informação transmitida apenas pela cor.
Não há nenhum elemento que transmita informação só pela cor.
Ponto 4.1 – Mudanças de idioma: Verifique que todas as mudanças de idioma se encontram correctamente identificados. Deve valorar-se positivamente o uso de atributos como “hreflang” e “charset” para indicar o idioma e o jogo de caracteres no qual se apresentarão os conteúdos enlaçados.
Não há mudanças de idioma.
Ponto 5.1 – Tabelas de dados: Há 5 tabelas com 59 células de dados e nenhuma célula de cabeçalho (<th>). Verifique se há tabelas de dados, onde deverão ser identificados correctamente os cabeçalhos.
Não há tabelas de dados onde cabeçalhos sejam necessários.
Ponto 5.2 – Tabelas complexa: Há 5 tabelas sem células de cabeçalho. Verifique se há tabelas de dados complexas, com vários níveis lógicos de cabeçalhos, que requerem atributos para associar células de dados e de cabeçalhos.
As tabelas neste site são uma forma de distribuição de espaço, não tendo a função normal de hierarquização de dados.
Ponto 6.1 – Folhas de estilo: Verifique se é possível ler o documento quando é interpretado sem as folhas de estilo associadas.
É possível ler o documento sem folhas de estilo associadas.
Ponto 6.3 - Hiperligações: Verifique se os URI das hiperligações são recursos válidos e não, por exemplo, uma função de javascript; Scripts: Verifique que a página pode ser usada, mesmo quando se desactivam os 1 scripts. Desactivando o Javascript e o Java das opções do Mozilla Firefox as hiperligações continuam a funcionar.
Ponto 7.1 – Intermitência de ecrã: Verifique que não se provocam intermitências no ecrã através de scripts ou outros elementos de programação.
Há elementos que cintilam.
Ponto 11.4 – Páginas alternativas: Se a página não é acessível, verifique que se proporciona uma hiperligação para uma página alternativa acessível.
Não há uma hiperligação para uma página alternativa acessível. Esta página já o diz ser.
Ponto 14.1 – Linguagem: Verifique que se utiliza a linguagem mais clara e fácil adequada ao conteúdo do sítio Web e perceptível pelo utilizador alvo.
A linguagem é clara e fácil. Se não houvesse elementos que cintilam, o texto seria bem mais perceptível.
Prioridade 2
Erros
Ponto 3.2 – DTD: A página não contém uma declaração do tipo de documento; CSS: O código das folhas de estilo contém erros.
Ponto 3.3 – Elementos de apresentação: Utilizam-se 18 elementos HTML para controlar a apresentação; Propriedades de apresentação: Utilizam-se 119 atributos HTML para controlar a apresentação.
Ponto 3.4 – Unidades absolutas em HTML: Encontraram-se unidades absolutas nos atributos dos elementos que compõem as tabelas; Unidades absolutas na CSS: Detectaram-se unidades absolutas (in|cm|mm|pt|pc) ou tamanhos de fonte definidos em px nos valores das folhas de estilo.
Ponto 3.5 – Cabeçalhos (h1-h6): Não se usam cabeçalhos.
Ponto 6.4 – Manipuladores de evento: Utilizam-se eventos dependentes do dispositivo e não existem eventos redundantes.
Ponto 7.2 – Flashes: Utiliza-se o elemento <blink>, que provoca flashes no conteúdo da página.
Ponto 9.3 – Manipuladores de evento: Utilizam-se eventos dependentes do dispositivo.
Ponto 11.1 – Tecnologias do W3C: Falta a declaração do tipo de documento (DTD). Utilizam-se elementos que não correspondem às tecnologias do W3C.
Ponto 11.2 – Elementos obsoletos: Utilizam-se 14 elementos obsoletos em HTML 4.01; Atributos obsoletos: Utilizam-se 120 atributos obsoletos em HTML 4.01.
Pontos a Verificar
Ponto 2.2 – Contraste de cores:
Verifique que o contraste da cor entre fundo e primeiro plano (em textos e imagens) resulta suficiente.
Resulta.
Ponto 3.1 – Imagens: Se existe uma linguagem de programação apropriada verifique que não se utilizam imagens para transmitir essa mesma informação.
Muitos dos locais onde supostamente se deveriam ver imagens continuam a ser espaços em branco. Daí, há linguagem de programação adequada a transmitira esta mesma informação.
Ponto 3.6 – Listas: Não se utilizam listas. Certifique-se se há conteúdos da página que devam apresentar-se como uma lista de elementos.
Não existem conteúdos que devam apresentar-se como uma lista de elementos.
Ponto 3.7 – Citações: Na página não se utilizam elementos para identificar as citações curtas (<q> ou longas <blockquote>). Leia a página e certifique-se que não se fazem citações que devam ser marcados correctamente.
Não há citações.
Ponto 5.3 – Tabelas para maquetar: Verifique que o conteúdo das tabelas tem sentido quando se apresentam de forma linear.
As tabelas servem somente para distribuir os elementos visuais.
Ponto 6.5 – Scripts: Verifique que os conteúdos dinâmicos gerados pelos 1 scripts se encontram acessíveis.
Encontram-se acessíveis.
Ponto 7.3 – Movimentos na página: Verifique que não se provocam movimentos na página através de imagens, scripts ou outros elementos de programação.
Não há elementos de movimento.
Ponto 7.4 – Reiniciar página: Verifique se os elementos de programação se utilizam para reiniciar automaticamente a página.
Não há elementos desse género.
Ponto 7.5 – Redireccionamento automático: Verifique se os elementos de programação se utilizam para redireccionar automaticamente a página.
Não existem elementos que tenham essa função.
Ponto 10.1 – Atributo “target”: Há 1 elementos com o atributo “target”. Verifique se se dá conhecimento ao utilizador quando se abrem outras janelas; Elementos de programação: Verifique se os scripts e os elementos de programação em geral não geram novas janelas sem informar o utilizador.
Não há aviso da abertura de uma nova janela no elemento com o atributo “target”; não há elementos de programação que abram novas janelas.
Ponto 12.3 – Blocos de informação: Verifique que os blocos de informação se encontram divididos em grupos manipuláveis.
Não há divisões suficientes.
Ponto 13.1 – Hiperligações: Verifique que os objectivos de cada hiperligação se encontram claramente identificados.
Está tudo correcto.
Ponto 13.2 – Metadados: Verifique a utilização de elementos e propriedades que proporcionam metadados à página.
Está tudo correcto.
Ponto 13.3 – Mapa do sítio: Verifique visualmente se oferece um índice de conteúdos ou um mapa do sítio.
Não há nenhum desses elementos.
Ponto 13.4 – Navegação: Verifique visualmente que os mecanismos de navegação se utilizam de forma consistente.
Há poucos mecanismos de navegações, por isso este ponto não é importante.
Prioridade 3
Erros
Ponto 9.5 – Atalhos de teclado: Não se proporcionam atalhos de teclado.
Pontos a Verificar
Ponto 4.2 – Abreviaturas e acrónimos: Verifique que se define a expansão das abreviaturas e acrónimos utilizando o atributo “title”. Para além disso, deve comprovar se se indica a expansão quando aparecem pela primeira vez no documento.
Há a expansão da abreviatura DGAEP logo no inicio.
Ponto 5.5 – Resumos das tabelas: Há 5 tabelas, nenhuma com células de cabeçalhos. Verifique que não existem tabelas de dados que requerem o atributo “summary”.
Não há.
Ponto 9.4 – Ordem de tabulação: Nenhum elemento contém o atributo “tabindex”. Verifique se existe uma ordem lógica de tabulação através das hiperligações, controlos de formulário e objectos.
Há uma ordem lógica.
Ponto 10.3 – Tabelas: Verifique se se proporciona um texto alternativo linear para todas as tabelas que apresentam o texto em colunas paralelas.
O mesmo dito sobre as tabelas acima verifica-se aqui.
Ponto 11.3 – Preferências do utilizador: Verifique se se proporciona informação para que os utilizadores possam receber os documentos de acordo com as suas preferências.
Não há.
Ponto 13.5 – Barras de navegação: Verifique visualmente se os elementos principais para a navegação se apresentam como uma barra de navegação.
Não se apresentam como uma barra de navegação.
Ponto 13.6 – Hiperligações relacionadas: Verifique que se agrupam as hiperligações relacionadas, que se identificam os grupos e se proporcionam meios de saltar esses grupos.
Há poucas hiperligações, por isso este ponto não interessa.
Ponto 13.7 – Funções de busca: Quando se proporcionam funções de pesquisa, verifique se se disponibilizam diferentes tipos de pesquisa para diversos níveis de categorias e preferências.
Não há funções de busca.
Ponto 13.8 – Informação diferenciadora: Verifique que a informação diferenciadora se encontra colocada no início dos cabeçalhos, parágrafos, listas, etc.
Não há informação diferenciadora.
Ponto 13.9 – Colecções de documentos: Verifique se se proporciona informação sobre as colecções de documentos. (Há 1 elementos <link> com o atributo “rel” ou “rev”.)
Não há informação sobre as colecções de documentos.
Ponto 13.10 – Arte ASCII: Verifique que se proporciona um meio para saltar sobre um “arte ASCII” quando este ocupe várias linhas.
Não há um “arte ASCII”.
Ponto 14.2 – Complementos do texto: Verifique se se complementa o texto com apresentações gráficas ou sonoras.
Há pouco texto.
Ponto 14.3 – Apresentação: Verifique se o estilo de apresentação é consistente em todas as páginas.
É sim.
Conclusão
Desta forma, os pontos que não foram possíveis de verificar através da análise da Hera já foram verificados manualmente. No próximo “post”, haverá uma análise do site através do Manual de Boas Práticas da Administração Pública.
Directrizes de Acessibilidade do Conteúdo Web
Como complemento, ficam aqui explícitas as Directrizes de Acessibilidade do Conteúdo Web.
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Proporcione alternativas para os conteúdos visuais e auditivos
- Forneça um equivalente textual para todo o elemento não textual. Pode ser feito através do atributo “alt”, ou “longdesc” ou no conteúdo do elemento. Isto abrange: imagens, representações gráficas de texto, incluindo símbolos, regiões de mapas de imagem, animações, como é o caso dos GIF’s animados, applets e objectos programados, arte ASCII, painéis/frames, programas interpretáveis, imagens utilizadas em listas como sinalizadores de pontos de enumeração, espaçadores, botões gráficos, sons (reproduzidos com ou sem interacção do utilizador), ficheiros de áudio independentes, pistas áudio de vídeo e trechos de vídeo. (Prioridade 1)
- Forneça hiperligações de texto redundantes para cada região activa de um mapa de imagens server-side.
(Prioridade 1) - Forneça uma descrição em áudio da informação relevante da pista visual de uma apresentação multimédia, até que os agentes de utilizador possam ler automaticamente em voz alta o equivalente textual de uma pista de vídeo. (Prioridade 1)
- Para qualquer apresentação multimédia temporizada (e.g., um filme ou animação), sincronize alternativas equivalentes (e.g., legendas ou áudio descrição de pistas visuais) com a apresentação. (Prioridade 1)
- Até que os agentes de utilizador alcancem o equivalente textual das hiperligações existentes nas regiões activas dos mapas de imagem client-side, forneça hiperligações textuais redundantes para cada região activa do mapa. (Prioridade 3)
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Não se baseie apenas na cor
- Certifique-se de que toda a informação transmitida com base na cor se encontra também disponível sem cor. (Prioridade 1)
- Certifique-se que as combinações das cores de fundo e do texto, fornecem um contraste suficiente quando visualizados por alguém que tenha défices de percepção de cor ou quando a mesma é visualizada num ecrã a preto e branco. (Prioridade 2 para imagens, prioridade 3 para textos)
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Utilize marcadores e folhas de estilo e faça-o apropriadamente
- Sempre que existir uma linguagem com notação apropriada, use a notação em vez das imagens para transmitir a informação. (Prioridade 2)
- Crie documentos validando a notação com a gramática formal publicada. (Prioridade 2)
- Use folhas de estilo para controlar a disposição dos elementos na página e a forma de os apresentar. (Prioridade 2)
- Use unidades relativas em vez de absolutas nos valores dos atributos da linguagem de notação e valores das propriedades das folhas de estilo. (Prioridade 2)
- Use os elementos cabeçalho (<H1>…<H6>) para transmitir a estrutura dos documentos e utilize-os de acordo com as especificações. (Prioridade 2)
- Faça uso da correcta notação para as listas (<ul>…<ol>) e para os seus pontos de enumeração (<li>). (Prioridade 2)
- Use a notação correcta para citações (<Q> para citação curta e <BLOCKQUOTE> para citação longa, normalmente superior a três linhas). Não utilize a notação de citação para formatar efeitos visuais tais como tabulação/entalhe. (Prioridade 2)
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Identifique o idioma utilizado
- Identifique claramente quaisquer alterações de idioma no texto de um documento, incluindo os equivalentes textuais (caso das legendas das imagens e de outros elementos). (Prioridade 1)
- Especifique por extenso cada abreviatura ou acrónimo quando da sua primeira ocorrência num documento. (Prioridade 3)
- Identifique o idioma principal do documento. (Prioridade 3)
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Crie tabelas que se transformem correctamente
- Nas tabelas de dados, identifique as linhas e as colunas que constituem os cabeçalhos. (Prioridade 1)
- Nas tabelas de dados que têm dois ou mais níveis lógicos de linhas ou colunas de cabeçalhos use notação para associar células de dados e células de cabeçalhos. (Prioridade 1)
- Não deve usar tabelas para formatar páginas a não ser que a tabela faça sentido quando em formato linear. Caso contrário, se a tabela não fizer sentido, forneça um equivalente alternativo (o qual poderá ser uma versão linear). (Prioridade 2)
- Se uma tabela for utilizada para formatar uma página, não utilize qualquer notação de estrutura para efeitos de formatação visual. (Prioridade 2)
- Providencie sumários para as tabelas. (Prioridade 3)
- Use abreviaturas na designação dos cabeçalhos das tabelas. (Prioridade 3)
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Assegure-se de que as páginas que usam tecnologias emergentes se transformam correctamente
- Organize os documentos para que os mesmos sejam passíveis de serem lidos sem o uso das folhas de estilo. Quando um documento HTML é apresentado sem a folha de estilo a que está associado, deve ser, mesmo assim, possível ler o documento. (Prioridade 1)
- Certifique-se que o equivalente para conteúdo dinâmico é actualizado quando se dá a alteração dinâmica do conteúdo. (Prioridade 1)
- Certifique-se que as páginas são usáveis quando scripts, applets, ou outros objectos programáveis se encontram desactivados ou não são suportados. Se isto não for possível, forneça informação equivalente numa página alternativa acessível. (Prioridade 1)
- No caso dos scripts e dos applets, certifique-se que os eventos que o manipulam funcionam independentemente do dispositivo de entrada. (Este ponto inclui o 9.3). (Prioridade 2)
- Certifique-se que o conteúdo dinâmico é acessível ou forneça uma apresentação ou página alternativa. (Prioridade 2)
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Assegure ao utilizador o controlo sobre as alterações dos conteúdos tempo-dependentes
- Evite concepções que possam provocar intermitência do ecrã, até que os agentes do utilizador possibilitem o seu controlo. (Prioridade 1)
- Evite concepções que possam provocar o piscar (modificação do conteúdo em intervalos constantes) do conteúdo das páginas, até que os agentes do utilizador possibilitem o seu controlo. (Prioridade 2)
- Enquanto os agentes do utilizador não permitam congelar o movimento do conteúdo, não use movimento nas páginas. (Prioridade 2)
- Não crie páginas de reiniciar periodicamente automáticas, até que os agentes do utilizador possibilitem interromper o processo. (Prioridade 2)
- Não use a notação para redireccionar páginas automaticamente até que os agentes do utilizador disponham da capacidade para interromper o processo. Em vez disso, aconselha-se a configurar o servidor para executar esse redireccionamento. (Prioridade 2)
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Assegure a acessibilidade directa das interfaces incorporadas
- Faça com que os elementos programáveis tais como scripts e applets sejam directamente acessíveis ou compatíveis com tecnologias de apoio. (Prioridade 1 se a funcionalidade é importante e não se encontra noutro local de forma redundante e acessível; caso contrário, Prioridade 2)
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Desenhe tendo em conta diversos dispositivos
- Providencie mapas de imagens client-side em vez de mapas de imagens server-side, excepto quando as regiões não possam ser definidas por uma das figuras geométricas disponíveis. (Prioridade 1)
- Certifique-se de que qualquer elemento dotado de interface própria funciona independentemente do dispositivo utilizado. (Prioridade 2)
- No caso dos scripts, especifique manipuladores de eventos por software em vez de manipuladores de eventos dependentes de dispositivos. (Prioridade 2)
- Crie uma sequência lógica de tabs para percorrer as hiperligações, controlos de formulários e objectos. (Prioridade 3)
- Defina teclas de atalho para hiperligações importantes (incluindo os que se encontram nos mapas de imagem client-side), controlos de formulário, e grupos de controlos de formulários. (Prioridade 3)
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Utilize soluções provisórias
- Não provocar o aparecimento de janelas de sobreposição ou outras, e não fazer com que a janela actual seja modificada sem que o utilizador disso seja informado, até que os agentes do utilizador tornem possível a desactivação de janelas secundárias. (Prioridade 2)
- Até que os agentes do utilizador suportem associações explícitas entre os rótulos e os controlos de formulário, para todos os controlos com rótulos implicitamente associados, certifique-se que os rótulos se encontram apropriadamente posicionados. (Prioridade 2)
- Até que os agentes do utilizador identifiquem correctamente o texto colocado lado a lado, disponibilize uma alternativa linear do texto (na página actual ou numa outra) para todas as tabelas que disponham o texto de forma paralela, ao longo dos limites das colunas. (Prioridade 3)
- Até que os agentes do utilizador consigam manipular controlos vazios correctamente, inclua caracteres predefinidos de preenchimento nas caixas de edição e nas áreas de texto. (Prioridade 3)
- Até que os agentes do utilizador consigam distinguir hiperligações adjacentes, inclua caracteres não-linkados, circundados por espaços, entre as hiperligações adjacentes. (Prioridade 3)
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Utilize as tecnologias e directrizes do W3C
- Use tecnologias W3C quando a mesma esteja disponível e seja apropriada para uma tarefa. Utilize as versões mais recentes, desde que suportadas. (Prioridade 2)
- Evite o uso de notação obsoleta das tecnologias do W3C. (Prioridade 2)
- Disponibilize a informação necessária para que os utilizadores recebam os documentos de acordo com as suas preferências. Por exemplo: idioma, tipo de conteúdo, etc. (Prioridade 3)
- Se, depois de todos os esforços, não conseguir criar uma página acessível, forneça uma hiperligação para uma página alternativa que use as tecnologias W3C na sua versão acessível, com informação equivalente (ou com as mesmas funcionalidades), que seja actualizada tantas vezes quantas as páginas inacessíveis (originais). (Prioridade 1)
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Proporcione informação contextual e de orientação
- Forneça um título (<TITLE>) para cada FRAME, facilitando assim a sua identificação e navegação. (Prioridade 1)
- Descreva o propósito das fremes e a forma como as mesmas estão relacionadas umas com as outras, caso essa relação, suportada apenas nos títulos das frames, não seja óbvia para o utilizador. (Prioridade 2)
- Divida grandes blocos de informação em grupos mais geríveis e apropriados. (Prioridade 2)
- Associe explicitamente os rótulos aos respectivos controlos. (Prioridade 2)
-
Proporcione mecanismos claros de navegação
- Identifique claramente o destino de cada hiperligação. (Prioridade 2)
- Forneça meta dados para acrescentar informações semânticas às páginas e aos sítios Web. (Prioridade 2)
- Forneça informação sobre a organização geral do sítio Web (e.g. mapa do site, índice). (Prioridade 2)
- Use mecanismos de navegação de uma forma consistente. (Prioridade 2)
- Providencie barras de navegação para salientar e dar acesso aos mecanismos de navegação. De preferência faça uso de elementos de notação para listas (<ul>…<ol>) para estruturar esses mecanismos. Use CSS para lhes dar estilo. (Prioridade 3)
- Agrupe hiperligações relacionados, identifique o grupo (em benefício dos agentes do utilizador) e, até que os agentes do utilizador o façam, forneça uma forma de saltar um grupo. (Prioridade 3)
- Caso seja fornecida uma função de pesquisa, active diferentes tipos de pesquisa de modo a corresponderem a diferentes níveis de competências e às preferências dos utilizadores. (Prioridade 3)
- Coloque informação diferenciada no início dos cabeçalhos, parágrafos, listas, etc. (Prioridade 3)
- Providencie informação sobre colecções de documentos (i.e. documentos compostos por múltiplas páginas). (Prioridade 3)
- Providencie um meio de saltar por cima de múltiplas linhas em arte ASCII. (Prioridade 3)
-
Assegure-se que os documentos são claros e fáceis
- Use linguagem clara e o mais simples possível apropriada ao conteúdo do sítio Web. (Prioridade 1)
- Reforce a mensagem texto através de gráficos e/ou áudio na medida em que os mesmos facilitem a compreensão da página. (Prioridade 3)
- Crie um estilo de apresentação que seja consistente ao longo das páginas. (Prioridade 3)
- Use linguagem clara e o mais simples possível apropriada ao conteúdo do sítio Web. (Prioridade 1)
Estas directrizes permitem a análise automática feita no próximo post, pela ferramente Hera.
Skills for Acess
Skills for Acess – como curiosidade, uma pequena ligação a um estudo de caso no que toca ao design de um pacote multimédia acessível a pessoas com dislexia.
Protótipo Lo-Fi
Em termos de protótipo, foi um processo bastante demorado e difícil de concretizar. Principalmente no que toca à criação de um conceito que se adaptasse ao tema abordado. Como todo o CD-Rom gira à volta da dislexia, cheguei à conclusão que o mais lógico seria produzir algo que girasse à volta de palavras. Não no que toca à tipografia como conteúdo, mas como elemento de design. Como o CD-R vai ser construído com vista à acessibilidade de pessoas com dislexia, há certos limites (que já foram abordados pelo modelo conceptual). Procurei, então, modos de contornar esse problema que cortou um pouco da liberdade que teria caso não tivesse esta característica definida. Desta forma criei um Protótipo Lo-Fi, que define, de uma forma grosseira, as interacções com o sistema. Ainda será melhorado, mas por enquanto, para se ter uma ideia, fica aqui. 
Projecto Final – Dislexia – Parte 2
Apesar de preferir colocar o protótipo por extenso aqui no WordPress, o facto é que não funciona tão bem como gostaria. Daí ter feito uma apresentação em PowerPoint que explica e demonstra esboços. No início do CD-Rom vai aparecer uma animação em flash que chama a atenção para a discriminação das crianças disléxicas nas idades mais baixas, na sua falta de estima, nos erros em diagnósticos e nos problemas que essas crianças vão ter caso não tratem a dislexia da melhor forma. A animação vai conter texto e som, fazendo uma simulação do que é ver pelos olhos de alguém disléxico.
Metáforas
- A animação que aparece logo no início do CD-Rom vai levar à constituição de uma metáfora que vai ser utilizada no resto do CD, na zona dos pais e educadores.
- Numa parte da animação, um poema irá aparecer. E depois do utilizador ter tido tempo de o ler, as palavras vão se misturar, não sabendo bem quando começam umas e onde acabam outras, trocando-se letras (v pelo f; d pelo t), tornando praticamente impossível que o texto seja decifrado.
- A animação tem como objectivo servir de recurso para mostrar na sala de aula, por exemplo, para que as crianças percebam que ser disléxico não é “ser burro”.
- A partir deste princípio, a zona dos pais e educadores vai ter como metáfora o mundo difícil dos disléxicos, e, assim, os menus serão por momentos indecifráveis.
Divisão
- A partir do momento em que se carrega em Skip Intro, vamos para um painel que dá à escolha o acesso a duas zonas distintas: a dos Educadores e Pais e a dos Exercícios para crianças com dislexia.
- Em primeiro lugar, vou-me focar na zona dos Educadores e Pais. Esta zona dará acesso a vários conteúdos, incluindo à animação que aparece logo no início, de forma a que esta possa ser visionada a qualquer altura que alguém quiser.
- No entanto, vou fazer o CD-Rom optimizado ao acesso por pessoas com dislexia, independentemente da sua idade.
Cuidados
- Há certos cuidados a ter no que toca a conteúdos visuais para pessoas disléxicas:
- É difícil ler linhas compridas, colunas são preferidas;
- Texto não justificado, para não se criarem espaços brancos que distraem o leitor;
- Cor de fundo personalizável (ou então um fundo não branco mas claro);
- Tipo de letra, cor e tamanho personalizáveis (ou então tipo de letra sem serif — dentro da comunidade disléxica definiu-se o uso do Verdana, tamanho 12pt, num tom escuro);
- Se um título se desdobra em duas linhas, dividi-lo através do sentido;
- Usar negrito para enfatizar em vez de itálicos ou sublinhados;
- Imagens ou gráficos, para dar ao leitor algo que recordar;
- Caixas de texto e balas;
- Não usar animações no mesmo local de um texto;
- Frases e parágrafos curtos;
- Quanto mais estruturado, mais fácil a compreensão do conteúdo. Usar títulos, listas com números, e citações identadas, quando apropriado;
- Não usar abreviações;
- Escrever para programas de leitura (tecnologias assistivas);
- Não escrever palavras só com maiúsculas pois podem ser lidas como letras individuais pelo programa (e dá a sensação de que SE ESTÁ A GRITAR);
- Separação dos elementos de uma lista com espaço adicional;
- Usar um ponto parágrafo após uma ligação para o separar do texto que se lhe segue.
- Não usar sons distractivos;
- Texto descritivo de todas as imagens.
Exercícios para a Dislexia
- Na zona dos exercícios para as crianças, as coisas vão ser mais simples.
- Quando esta zona é escolhida, vai aparecer uma lista de tipos de exercícios. Quando se escolhe um tipo de exercício, vão aparecer por baixo os exercícios correspondentes.
- Esta parte do CD-Rom, apesar de destinada às crianças, vai ser para ser usada na mesma por Educadores e Pais. Só a parte dos exercícios em si é que vai ser usada pelas crianças, mas sempre com o acompanhamento de um educador ou educando.
- No entanto, já não vai existir a metáfora das palavras que são incompreensíveis.
- O som vai ser uma componente importante para os exercícios para a dislexia. Vou centrar-me na dislexia auditiva.
- Haverá imagens, para acompanhar o som.
Conclusão
- Em termos de conteúdos concretos, ainda não há especificidades.
- No entanto, sendo esta apresentação uma descrição muito geral, o que foi apresentado em termos concretos (design) vai sofrer alterações. O protótipo Lo-Fi está a caminho.
Usabilidade – Testes com Utilizadores
De modo a testar a usabilidade do site Freemeteo, para complementar as anteriores análises, recorreu-se ao método de teste com utilizadores, em específico o “Field Observation“. O que este método tem de eficaz é o facto de deixar que os utilizadores sejam observados a usar o site como naturalmente o fariam e que, neste caso, executem certas tarefas pré-definidas, de forma a se perceber quais são os problemas do site. Desta forma, foram escolhidos dois utilizadores, um de 14 e outro de 15 anos. Têm os dois conhecimentos bastante razoáveis na língua inglesa, não apresentando dificuldades na leitura de textos simples. Ambos utilizam a internet muito frequentemente. No entanto, nunca tinham visitado o site freemeteo. Três metas foram estabelecidas para os dois utilizadores:
- Aceder à “Weather History” da cidade da Maia
- Aceder ao “Current Weather” da cidade de Kyoto no Japão
- Mudar as unidades de métricas para inglesas
As acções do utilizadores foram registadas da seguinte forma:
- Número de cliques que cada utilizador deu para atingir o objectivo final
- Tempo médio que o utilizador demora a atingir o objectivo
- Quantidade de vezes que o utilizador erra
Aceder à “Weather History” da cidade da Maia
Há vários caminhos possíveis. Mas dois deles necessitam somente de três cliques, os outros precisam de mais, por isso foram excluídos na análise. Através da coluna Quick Pick, seleccionar Porto – Maia – Weather History. Ou através da coluna Select By Region, Porto – Maia – Weather History.
Utilizador 1
|
|
Passo 1 |
Passo 2 |
Passo 3 |
|
Cliques |
3 |
1 |
1 |
|
Erros |
0 |
0 |
0 |
|
Tempo médio |
25 segundos |
||
Utilizador 2
|
|
Passo 1 |
Passo 2 |
Passo 3 |
|
Cliques |
2 |
1 |
1 |
|
Erros |
0 |
0 |
0 |
|
Tempo médio |
25 segundos |
||
No início, houve alguma confusão em relação a que direcção tomar, e alguns caminhos errados foram tomados, mas os dois utilizadores rapidamente se aperceberam o que tinham que fazer para atingir a meta.
Aceder ao “Current Weather” da cidade de Kyoto no Japão
O caminho mais curto seria escolher Japan da coluna esquerda e depois Kyoto da barra que abaixo apareceria.
Utilizador 1
|
|
Passo 1 |
Passo 2 |
|
Cliques |
1 |
1 |
|
Erros |
0 |
0 |
|
Tempo médio |
10 segundos |
|
Utilizador 2
|
|
Passo 1 |
Passo 2 |
|
Cliques |
1 |
1 |
|
Erros |
0 |
0 |
|
Tempo médio |
8 segundos |
|
Mudar as unidades de métricas para inglesas
Esta meta consiste somente num passo. Mas é uma forma de testar a visibilidade da escolha que se encontra do lado direito.
Utilizador 1
|
|
Passo 1 |
|
Cliques |
1 |
|
Erros |
0 |
|
Tempo médio |
5 segundos |
Utilizador 2
|
|
Passo 1 |
|
Cliques |
1 |
|
Erros |
0 |
|
Tempo médio |
7 segundos |
Os utilizadores encontraram a informação bastante rápido.
Conclusão
O site Freemeteo é bastante fácil de usar. No entanto, há certos detalhes que confundem os utilizadores. Em primeiro lugar, quando a internet por algum motivo está lenta, é difícil ao utilizadores que pela primeira vez usam o site perceber certas interacções. Por exemplo, as setas à beira das regiões da coluna esquerda abrem um menu pop-up com várias cidades, mas quando a internet está mais lenta, nada parece acontecer, não há nada que demonstre o estado do sistema. Na primeira meta, o utilizador 1 teve esse problema, clicando noutros locais pois o menu não aparecia. Em segundo lugar, há variados caminhos que se podem tomar para atingir as metas. Percebe-se esta característica, pois o site é dedicado a informação meteorológica e pouco mais, dando oportunidade aos utilizadores de percorrerem o caminho que mais lhes agrada.
Projecto Final – Dislexia – Parte 1
Teoria Mínima Sobre a Dislexia
De todas as dificuldades de aprendizagem, a dislexia é uma das que mais tem interessado psicólogos, pedagogos, pediatras e outros profissionais interessados no sucesso e/ou insucesso educativo.
Etimologicamente, a palavra dislexia significa ter dificuldades na linguagem. Na acepção actual refere-se a problemas de leitura, ou seja, transtorno na aquisição da leitura.
Pode definir-se dislexia como sendo “uma dificuldade duradoura na aprendizagem da leitura e aquisição do mecanismo, em crianças inteligentes, escolarizadas, sem qualquer perturbação sensorial e psíquica já existente” (Fonseca, 1999). Ou ainda como “uma desordem, que se manifesta pela dificuldade de aprender a ler, apesar de a instrução ser a convencional, a dificuldade de aprender a ler, apesar de a instrução ser a convencional, a inteligência normal, e das oportunidades socioculturais. Depende de distúrbios cognitivos fundamentais, que são, frequentemente, de origem constitucional” (Critchley & Critchley, 1978).
Mas o Modelo Conceptual do trabalho que me propus a criar não se prende com o diagnóstico do problema. Fiquei entusiasmada ao saber que profissionais da área de Ensino Especial já estão a desenvolver mecanismos digitais de detecção deste problema. Como complemento a este projecto, o meu trabalho irá ter como objectivo a intervenção, a ajuda às crianças de 6/7/8 anos a quem já foi diagnosticada esta condição.
Há vários estudos sobre a dislexia, e são, na maioria, muito diferentes no que toca às causas da dislexia. No entanto, como esta parte não tem directamente a ver com o meu projecto, não a vou considerar nesta análise.
O que já me diz respeito são os estudos sobre os diferentes tipos de dislexia. Segundo González (1996), há dois tipos de dislexia, em função da alteração primária linguística ou visuoperceptiva:
- Dislexia do tipo auditivo-linguístico, com problemas fonológicos acentuados e que implicam disfunção do hemisfério esquerdo.
- Dislexia do tipo visuo-perceptivo, com problemas visuo-espaciais e visuo-perceptivos, implicando disfunção do hemisfério direito.
Há também autores que referem um terceiro tipo de dislexia, a mista, que combina os dois tipos que referi acima.
No entanto, como refere González, todos os tipos de dislexia têm uma tónica comum, que é o facto de a dislexia ser, em si mesmo, um problema eminentemente linguístico em que a leitura/escrita se apresenta problematizada ou ao nível fonológico, ou ao sequencial ou ao visual.
Defini que o meu projecto terá como objecto a dislexia do tipo auditivo-linguístico. Daí achar importante descrever um pouco este tipo de dislexia.
Dislexia Auditiva
Características gerais do comportamento
- Dificuldades subtis na discriminação de sons
- Não associação dos símbolos gráficos às suas componentes auditivas
- Não realização dos fonemas com monemas (parte com o todo da palavra)
- Confusão entre sílabas iniciais, intermédias e finais
- Problemas de percepção auditiva
- Problemas de articulação
- Dificuldades em seguir orientações e instruções
- Dificuldades de memorização auditiva
- Problemas de atenção
- Dificuldades de comunicação verbal
Modelo conceptual
O Modelo Conceptual deste projecto ainda está numa fase bastante imatura, no entanto, algumas decisões já foram feitas no que se refere à formulação deste modelo.
Em primeiro lugar é preciso definir que o CD-ROM em questão terá duas áreas completamente distintas em termos de conteúdo. Por um lado, a área dedicada aos pais e educadores que irão usar esta plataforma de forma a ajudar crianças com dislexia. Por outro, os exercícios direccionados a essas mesmas crianças.
O CD-ROM será optimizado para a resolução 1024×768, por ser o mais recorrente em estabelecimentos de ensino e computadores pessoais mais recentes.
Na área dirigida aos pais e educadores, o conteúdo será relacionado com a utilização e limitações do CD, as especificidades das crianças que sofrem este tipo de problemas, etc…
Em termos de design, vai ser algo muito sóbrio e muito prático, sem metáforas muito complexas, como simples setas e desenhos muito figurativos do que um certo botão faz.
As tarefas serão accionadas através de cliques, algo muito directo e fácil de usar, que não coloque entraves a nível de usabilidade. Já foi feito um pequeno esboço daquilo que será esta plataforma, mas sem o uso de metáforas. Simplesmente uma pequena ideia a nível de design.
Na parte que se refere às crianças, há vários elementos a ter-se em conta. Primeiro, em cada 9 disléxicos, só um é do sexo feminino. Logo o design terá algo a ver com o sexo masculino e as suas preferências nas idades 6/7/8 anos.
Não haverá animações, o design será muito directo, para que não seja ainda mais recorrente o factor distractivo tão inerente às crianças disléxicas. No entanto, os exercícios (descritos mais abaixo) terão que ser apelativos a crianças com estas características. As cores e as fontes serão personalizáveis. Os fundos serão simplesmente uma cor sólida, pois padrões serão apenas ruído e confundirão as crianças.
Nesta zona, haverá logo de inicio um índice de tipos de exercícios que podem ser escolhidos. Os exercícios serão organizados em níveis de dificuldade e hierarquizados em termos de continuidade, podendo os utilizadores, assim, rapidamente chegar ao exercício que querem, sem perderem noção do local onde pararam a última vez. O índice poderá ter alguma metáfora associada, pois convém que as crianças consigam identificar o exercício sem terem que ler o nome deste. Cada exercício terá a sua própria “página”, devidamente intitulada e identificável, com a metáfora do índice, para localização posterior.
Os exercícios terão como base suportes visuais e também sonoros. Não vão ser edificados para serem utilizados pelas crianças por si só, mas será necessária a presença de um educando ou educador para que as tarefas sejam correctamente concretizadas, e para que as crianças não se sintam isoladas ao usar o software.
Intervenção – Dislexia Auditiva
Portanto, a intervenção adequada para a dislexia auditiva deverá basear-se em actividades que desenvolvam a percepção, discriminação e memória auditivas, mas sempre com referências visuais que ajudem a criança.
Como consequência, o meu projecto albergará exercícios deste género, os quais ainda não foram definidos com exactidão, mas que terão como base estas pequenas propostas de intervenção:
- Batimento de sílabas de palavras
- Reprodução de batimentos em sequência
- Reprodução de sequências de 5/6 palavras: números, cores, flores, animais, cidades…
- Rememorizar sons previamente escutados
- Descoberta de semelhanças/diferenças entre sons
- Discriminação de fonemas: v/f; d/t; p/t; ch/j; b/d; c/g; m/n; b/v; …
- Escrita de fonemas ditados
- Preenchimento de lacunas em palavras, frases e poemas (tendo em conta a rima)
- Escrita de sílabas sem nexo, contento dígrafos: pre/per; cla/cal; dri/dir; flo/fol; gri/gir; pla/pal; tro/tor; fri/fir; tre/ter; pró/por; glo/gol; …
- Ditado de sílabas sem nexo, contendo dígrafos: frolar / clafir / topre /topra / toper / floper / flotre / clafre / trifla / …
- Exercícios de reprodução oral de frases cada vez mais complicadas e ordens complexas que envolvem várias acções
- Exercícios de figura-fundo auditivo
- Memorização de rimas e lengalengas
- Análise e síntese de palavras, sílaba a sílaba e letra a letra
- Identificação de palavras com inícios/finais omissos
- Descoberta de absurdos auditivos em frases ou sequências de palavras (ex: “O gelado está quente.”)
- Organização de famílias de palavras
- Reconhecimento de sons de instrumentos musicais
- Descrição de imagens
Conclusão
O projecto ainda não está muito avançado, e terei que gastar muito do meu tempo a criar/transformar exercícios para suporte digital. No entanto, vou tentar recorrer à ajuda da Dra. Helena Serra, cuja ajuda foi preciosa para a formulação deste modelo conceptual. Como um projecto de diagnóstico de dislexia está a ser criado por ela e por outro docente da Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti, vou tentar encontrar conteúdos em comum que eu possa usar neste trabalho, para que fique o mais completo possível.
